Camiseta do dia
Talvez a estampa mais fodástica que já adentrou meu guarda-roupa.
Só o Kimi mesmo
Enquanto todos estavam tensos esperando pelo reinício do GP da Malásia, hoje cedo (cedo mesmo, não tinha acordado às 6h de um domingo ainda neste século), Kimi Raikkonen saboreava um Magnum. Ele e Vettel estão milhas à frente dos outros pilotos em matéria de personalidade.
E que corrida ótima! Até o mundo cair do céu. Será que quando vovô Bernie estudou Geografia, ainda não ocorriam monções às 17h na Ásia?
Como é difícil manter um blog!
Difícil não, quase impossível, diante de tantos caminhos por onde nos podemos fazer ouvir: do mesmo jeito que me inundam com informação urgentemente essencial, last.fm, twitter, stumbleupon, blip.fm e o leitor de RSS não me deixam organizar ideia nenhuma, nem me dão impulso para querer escrever sobre algo.
É recorrente nas listas de n coisas que todo novo blogger deve saber que o novo escriba deve-se impor uma certa obrigação de escrever, não importa o tema. Ficar parado é o que não dá: enferruja o cerebelo, dá artrite, e te deixa sem uma voz oficial.
Mas toda a confluência de conhecimento misturada à torrente de fatores procrastinadores não (me) permitem saber muito sobre determinado tema. Minhas paixões são muitas. Meus interesses são demais. Generalizar vs. especializar, eis a questão. Especializar no que?
Aí vem uma verdade: despertar interesse através de um blog é trabalho hercúleo. Fico imaginando você, conhecido qualquer, se constrangendo com essas palavras alheias, e coloco as palavras já contra a vontade. Vamos ver se venço esse embate contra meu ego!
Robot Monster
Orgulhosamente inauguro a primeira das sessões fixas deste blog: 1001 filmes para morrer antes de ver! Como o próprio ridículo nome entrega, usarei minha condição de cinéfilo de araque para discorrer sobre filmes “bons de tão ruins”, que são os únicos dos quais tenho propriedade pra falar. Muita coragem é necessária para enveredar por histórias canhestras, atuações bizarras e ideias doentias cujos autores afortunados conseguem imprimir em película, e espero que essa coragem seja honrada quando pensares nos minutos devida ganhos com leituras como a que verás a seguir:

Nos anos 50, época de ouro da ficção científica pré-corrida espacial, foi comum termos cineastas visionários tentando realizar seus devaneios futuristas, mesmo sem o aporte financeiro (ou talento) necessários para o intento. Todo mundo conhece a saga de Ed Wood, mas um outro nome conseguiu um resultado bem superior em matéria de inconveniência artística: Phil Tucker, e seu Robô Monstro!
Em 1953, com um orçamento de mínimos 16 mil dólares, Phil conseguiu chupar a ideia de um filme de sucesso (Invasores De Marte, do mesmo ano) e vendê-la como novidade por culpa de sua filmagem em 3-D. Nos tempos de drive-ins lotados, seu Robot Monster conseguiu um sucesso considerável, levantando mais de um milhão de dólares de bilheteria. Mas o futuro cuidou de mostrar as sutilezas dessa obra.

Eis o Robô Monstro. Seu nome é Ro-Man, sua raça é Ro-Man, vinda do planeta Ro-Man. Precavendo-se contra o avanço tecnológico do ser humano, é decidido que a nossa raça deve ser eliminada com um raio calcinante. Esse gorila de capacete consegue matar 6 bilhões de pessoas, mas deixa passar uma família, que só se salvou porque o chefe tinha descoberto uma vacina contra todas as doenças, assim do nada.
A partir daí, nosso monstro robô consegue levar milhares de esporros do seu chefe, por ser incapaz de contar quantas pessoas sobreviveram, e mesmo de estrangular um menino que aparece em sua frente, preferindo voltar para a caverna para pesquisar um raio capaz de pulverizá-lo. E quando o Ro-Man volta pra caverna, haja coração: fantasias de gorila não são exatamente o melhor a se vestir em caminhadas ao ar livre.

O resto é só clichê: monstro se apaixona pela mocinha proto-feminista, menina inocente morre, o líder dos Ro-Mans se enche da incompetência do seu comandado e termina o serviço, mesmo estando a milhões de anos-luz de distância – deu pra ver que o robô monstro nem-robô-tampouco-monstro é o bicho menos assustador, mais bisonho e ridículo que já pintou em uma tela de cinema. E lógico, tudo não passava de um sonho do moleque chato.
Antes de assistir, garanta algumas latas de cerveja na geladeira, ou não.
Velho babão

Só uma pessoa nesse mundo tornaria uma ode às caixas de supermercado em um épico tão tocante.
Depois de Girls In Their Summer Clothes, Queen Of The Supermarket é a arrebatadora faixa sobre os glory days da vez.
Com o Chefe não tem decepção.
Motivos para mais um ano de domingos mal-dormidos
Planejava com animação inaugurar uma série com os mais belos bólidos que já vi no meu tempo como historiador da F-1, mas adiei a empreitada com a visão arrebatadora do Red Bull RB5, no qual Sebastian Vettel deve dar alguns shows memoráveis durante esse 2009.
Acho que da última vez em que tinha visto um carro de F-1 belo de verdade, o Coulthard ainda era promessa.








